segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Sucot e Cabalah

Sucot e Kabballah



A festa de Sucot, celebrada durante sete dias, é primordialmente cumprida pelo atendimento a dois mandamentos: habitar em uma Sucá e sacudir as Quatro Espécies. Ambos estão relacionados com as sete Sefirot emocionais.


Sucot se inicia na noite de 15 de Tishrei, apenas cinco dias após Yom Kipur. Durante os Dez Dias de Teshuvá (Retorno a D’us), iniciados em Rosh Hashaná e terminados em Yom Kipur, arrependemo-nos de nossos erros e pecados para poder curar nossas almas e chegar mais perto do Criador. Mas o estágio final de nosso arrependimento e a verdadeira retificação de nossos delitos passados envolve mais do que o simples pesar por erros cometidos: requer uma transformação do próprio eu, um genuíno aperfeiçoamento pessoal. Sucot é uma festa de sete dias na qual somos obrigados a aperfeiçoar as seteSefirot emocionais que cada uma de nossas almas possui.
No artigo desta edição, As Sete Sefirot Emocionais, analisamos a forma como cada dia da semana exemplifica cada uma destas Sefirot. O mesmo se aplica a cada um dos sete dias deSucot: o primeiro dia é associado com a Sefirá de Chessed, o segundo com Guevurá, o terceiro com Tiferet e, assim por diante. Esta manifestação de cada uma das sete Sefirotemocionais durante Sucot corresponde ao ensinamento místico de que, durante a festa, sete Ushpitzin, ilustres visitantes, visitam todas as Sucás. Além de convidar amigos para nossa cabana e fazer refeições festivas durante os sete dias, segundo os ensinamentos cabalísticos, nós também damos as boas vindas a sete convidados místicos: Avraham, Itzhak, Yaacov, Moshé, Aaron, Yossef e David. Como ensina o Zohar, o Livro do Esplendor, obra fundamental da Cabalá: “Quando um homem senta-se na Sucá da sombra da fé, a Shechiná (Presença Explícita de D’us) espalha suas asas sobre ele desde as Alturas – e Avraham e cinco outros justos e David se juntam a eles, fazendo sua morada juntamente com ele. O homem deve rejubilar-se cada um dos dias da festa juntamente com esses convidados que com ele habitam (Zohar, Emor 103a).
Esses sete convidados místicos que visitam cada uma dasSucás são conhecidos como “os sete pastores” do Povo Judeu, pois cada um deles personifica uma das sete Sefirotemocionais. Eles vêm à nossa Sucá para nos alimentar com o alimento do espírito. Cada pastor nos transmite a Sefirá que lhe é única. A nós cabe oferecer-lhe nossa “hospitalidade”, tentando emular sua vida inspiradora. E o fazemos aperfeiçoando a maneira como empregamos nossas seteSefirot emocionais.
Avraham é o convidado principal3 no primeiro dia de Sucotporque ele é a personificação da primeira Sefirá emocional,Chessed. Entre os grandes personagens da Torá, Avraham foi quem melhor incorporou o atributo de Bondade. Ele amava os homens e amava D’us, e dedicou sua vida a servir a D’us e disseminar Seu Nome, espalhando o monoteísmo e ajudando as pessoas material e espiritualmente. Avraham sempre esteve envolvido em atos de bondade: oferecia alimento e abrigo aos viajantes e procurava trazê-los mais próximo a D’us.
Itzhak, filho de Avraham, visita nossa Sucá no segundo dia deSucot porque ele personifica a segunda Sefirá emocional,Guevurá. Esta Sefirá é essencialmente a capacidade e a força de controlar e vencer o nosso próprio eu. O evento paradigmático na vida de Itzhak foi quando ele conteve totalmente sua vontade e se deixou amarrar ao altar. Itzhak tinha tanto controle sobre si próprio que queria ser sacrificado por seu próprio pai para cumprir uma ordem de D’us. Na verdade, Avraham servia a D’us com amor, ao passo que Itzhak O servia com respeitoso temor. Nosso segundo Patriarca estava disposto a morrer por D’us sem sequer um suspiro de protesto ou descontentamento. Ele anulou totalmente seu ego perante Seu Criador.
Yaacov, filho de Itzhak – terceiro e último Patriarca do Povo Judeu – é o principal visitante na terceira noite de Sucot. Yaacov personifica a terceiraSefirá emocional, Tiferet, porque ele conseguiu mesclar o atributo deChessed de seu avô com a Guevurá de seu pai. Em certos momentos de sua vida, Yaacov agiu notadamente com Chessed. Por exemplo, ele honesta e fielmente serviu seu sogro, Laban, apesar de este repetidamente tê-lo trapaceado. Em outras ocasiões, ele exibiu muita Guevurá, como quando lutou e derrotou o anjo que o atacara.
O distinto visitante que vem durante o quarto dia de Sucot é Moshé, que personifica a quarta Sefirá emocional, Netzach. Moshé incorpora este atributo porque, apesar de ser o mais humilde dos seres que já existiu, ele, como agente de D’us, recebeu a ordem Divina de impor a Vontade do Altíssimo sobre os homens. Foi Moshé quem fez caírem a seus pés o poderoso Faraó e o Egito; foi ele quem liderou o Povo Judeu, saídos da escravidão, durante seus 40 anos de permanência pelo deserto; e foi ele, também, quem impôs a Torá sobre o Povo de Israel.  A Sefirá de Netzach é também definida como Eternidade, e tudo o que Moshé fez em vida teve efeitos duradouros: a Torá que ele trouxe das Alturas e que ostenta seu nome, é eterna; o Tabernáculo, que foi construído sob sua supervisão, é eterno – e diferentemente dos dois Templos, nunca foi destruído, mas ocultado em lugar desconhecido; e  o “casamento” entre D’us e o Povo Judeu que ele ajudou a realizar, é eterno.
O quinto honroso visitante, no quinto dia de Sucot, é Aaron, irmão de Moshé, que personifica a quinta Sefirá emocional, Hod. Aaron, em vários aspectos, foi o oposto de seu irmão. Ele ficou conhecido por ter feito a paz entre todos – e esta sua capacidade adveio de sua disposição em ceder a essas pessoas. Enquanto Moshé fazia valer sobre os demais sua vontade – que, de fato, era a Vontade de D’us – Aaron sempre se preocupava com as necessidades e desejos dos outros. Por essa razão, em contraste a seu irmão, era amado por todos. Yossef, filho de Yaacov, é o sexto visitante ilustre. Se os Ushpitzin viessem em ordem cronológica, Yossef viria após Yaacov e antes de Moshé. Mas a ordem dos distintos visitantes segue a das sete Sefirot emocionais e Yossef personifica a sexta delas, Yessod. Entre os homens da Torá, apenas Yossef é conhecido como HaTzadik – “o Justo”. Ele recebeu esse título não apenas por ter-se recusado a intimidades com a mulher de Potifar, mas também por ter sido o canal através do qual as bênçãos de D’us vieram ao mundo. Está escrito que “o Tzadik é o fundamento (Yessod) do mundo”4. O fato de Yossef ser a base do mundo, a incorporação da Sefirá de Yessod, ficou comprovado quando ele salvou toda a sua família, o Egito e as terras vizinhas da terrível escassez que assolou a região.
O sétimo visitante ilustre é o Rei David, que personifica a sétima Sefiráemocional, Malchut. O Rei David, o maior monarca de toda a história judaica, representa a perfeição de Malchut, Realeza. Esta Sefirá exemplifica a capacidade de receber e de retribuir em medida ainda maior. Este conceito foi exemplificado à perfeição por David Ha-Melech: ele recebeu a liderança de um frágil reino judeu, que acabara de ser derrotado por seus inimigos, e ele o levou através de um período de gestação, devolvendo-o a seu povo e legando-o a seu filho, Shlomó, como um reino maduro, unido e poderoso.
O Rei David também personifica Malchut por ser considerado a “boca de Israel”. Segundo o Talmud, suas noites eram divididas em dois: primeiro ele estudava Torá até a meia-noite; depois, até a aurora, ele compunha Salmos e os recitava. Como uma materialização de Malchut, que absorve as outras seis Sefirot emocionais (Ze’ir Anpin), David integrava todas as Sefirot. Foi ele quem conseguiu louvar a D’us como sendo a Fonte suprema de todo o poder do Universo. Portanto, não é mero acaso o fato de que o único versículo da Torá que contém menção explícita a todas as sete Sefirotemocionais tenha sido proferido pelo Rei David: “A Ti, ó Eterno, pertencem a grandeza (Chessed), o poder (Guevurá), a glória (Tiferet), a eternidade (Netzach), e a majestade (Hod), e tudo o que existe nos céus e na terra (Yessod); a Ti, Eterno, pertence a realeza (Malchut) e Tu és exaltado acima de tudo … (Crônicas I, 29:11-12). Estas foram algumas das últimas palavras que David pronunciou antes de morrer. Assim, ensinou-nos que a maior conquista humana em vida é o reconhecimento de que D’us, Todo Poderoso, é a fonte de todos esses poderes. Ciente disto, o homem incorpora asSefirot e verdadeiramente se assemelha a seu Criador.
Esses sete Ushpitzin vêm-nos visitar em Sucot para nos ordenar a viver como eles viveram. Como eles são os sete pastores do Povo Judeu, todos nós, judeus, somos afetados por seu legado e influência espiritual. Somos desafiados a tentar viver como eles viveram: sendo generosos como Avraham, reverentes como Itzhak, equilibrados como Yaacov, vitoriosos como Moshé, humildes como Aaron, justos como Yossef e reais como David.
As quatro espécies e as Sefirot
Há apenas duas festividades que são celebradas durante sete dias em Eretz Israel: Sucot e Pessach. A diferença entre ambas é que em Pessach, um mandamento Divino – comer Matzá – “entra” na pessoa. Já durante Sucot, é a pessoa que “entra” no mandamento Divino – ou seja, na Sucá. Pessach é, portanto, a retificação de nosso espaço interior, ao passo que Sucot é a retificação de nosso espaço exterior. Enquanto estamos na Sucá, esta nos rodeia por todos os seis lados (representando Ze’ir Anpin – as primeiras seisSefirot emocionais), enquanto sempre permanecemos dentro da mesma (representando Nukvá – Malchut – a sétima Sefirá emocional). Os sete dias nos quais habitamos na Sucá são associados à idéia de aperfeiçoar o mundo – nosso espaço exterior. Isto também se reflete nas 70 Korbanot(Oferendas) – um número que é um múltiplo de sete – que eram oferecidas no Templo de Jerusalém durante a festa de Sucot para levar bênçãos às 70 nações do mundo.
A retificação de nosso espaço exterior que ocorre ao longo da semana deSucot reflete-se, também, através do outro importante mandamento da festa – o sacudir das Quatro Espécies: Lulav (folha de palmeira), Hadás(mirta), Aravá (folha de salgueiro) e Etrog (cidra). Tomamos estas quatro espécies e as sacudimos em seis direções, a dizer, as seis direções do universo físico tridimensional: Norte-Sul, Leste-Oeste, para cima-para baixo. Eles representam os modos fundamentais de se atingir as seis direções da Criação.
Essas seis direções constituem nosso espaço exterior, enquanto que a permanência no centro é a nossa Malchut, nosso espaço interior. Como vimos no artigo As Sete Sefirot Emocionais, Malchut é o eixo ou ponto focal que reside no centro das seis direções, onde ao invés de olhar para fora, nosso olhar se fixa para dentro, integrando a luz espiritual em nosso íntimo. Como nosso espaço externo tende a ser difuso e desconexo, o propósito de brandirmos as Quatro Espécies é atrair as seis Sefirot, Ze’ir Anpin, para aMalchut, que é Nukvá. Por esta razão, segundo Rabi Yitzhak Luria (o Ari), o maior Cabalista de todos os tempos, o sacudir das espécies segue a seguinte ordem: Sul-direita (Chessed), Norte-esquerda (Guevurá), Leste-para frente (Tiferet), Para cima (Netzach), Para baixo (Hod), Oeste-para trás (Yessod). Em Malchut, ao ficarmos parados enquanto brandimos as Quatro Espécies, estamos integrando as seis direções em nosso espaço interior.
Uma pergunta nos ocorre: se o mandamento das Quatro Espécies é relacionado às sete Sefirot emocionais, por que são quatro – e não sete – espécies? A resposta é que as Quatro Espécies são compostas por sete componentes, que aludem às seis Sefirot masculinas de Ze’ir Anpin e àSefirá feminina de Nukvá: são três Hadassim, que representam Chessed,Guevurá e Tiferet; são dois Aravot, que representam Netzach e Hod; há umLulav, representando Yessod; e um Etrog, que representa Malchut. Ao atarmos os três Hadassim com os dois Aravot ao Lulav, estamos indicando a necessidade de aperfeiçoar nossa capacidade de doar através de Yessod. E então, ao unirmos essas espécies com o Etrog, estamos representando a união suprema entre Céus e Terra, e D’us e Sua Criação, Ze’ir Anpin eMalchut.
Aperfeiçoando nossas sete Sefirot emocionais
Acabamos de ver que os mandamentos Divinos de Sucot estão associados às sete Sefirot emocionais. Mas é preciso entender de que maneira esses conceitos cabalísticos nos dizem respeito e como se aplicam a nosso cotidiano.
A festa de Sucot se inicia apenas duas semanas após Rosh Hashaná, o Ano Novo judaico. A Cabalá de Sucot nos ensina que se queremos ter um ano positivo, produtivo e pleno precisamos nos empenhar para aperfeiçoar nossas sete Sefirot emocionais. Como já vimos, estas não são nem boas nem ruins. Dependendo de como são utilizadas, podem servir a propósitos positivos e sagrados, ou negativos e profanos. Os sete Ushpitzin visitam nossa Sucá para nos dar o poder de usar positivamente a respectiva Sefiráque cada um deles personifica. Pois, na vida, não bastam as boas intenções. Para realizar um ato benéfico e sagrado, é preciso ter-se sabedoria e discernimento para saber qual Sefirá utilizar e em que medida fazê-lo.
A Sefirá de Chessed, por exemplo, é bem empregada quando somos atraídos e perseguimos aquilo que é realmente positivo e benéfico, e não meramente desejável. Chessed pode ser o maior de todos os atributos quando nos leva a sermos mais amorosos e generosos, forçando-nos a dar de nós mesmos, a contribuir para o mundo e a ajudar àqueles que estão necessitados. Chessed é empregado de maneira santificada quando nos impele a servir a D’us com amor e entusiasmo. Contudo, esta Sefirá pode ser utilizada de inúmeras maneiras profanas e destrutivas. Um marido infiel à esposa porque não consegue restringir seu “amor” a uma única mulher está pervertendo sua Sefirá de Chessed. Outro exemplo de Chessed usada incorretamente é o pai que dá ao filho tudo o que este quer sem jamais discipliná-lo. O pai pode se julgar o melhor pai do mundo, mas, na realidade, está mimando e estragando seu filho, talvez até criando uma pessoa problemática, pois esse filho não aprenderá que precisa trabalhar para conquistar o que quer da vida, nem estará imbuído do senso de disciplina e responsabilidade. Dar sem considerar a quem nem o que, sem limites, é um exemplo de utilização imprópria de Chessed; como diz o dito popular, o caminho para o inferno está cheio de boas intenções.
A Sefirá de Chessed pode até ser mal utilizada no relacionamento da pessoa com D’us. A atitude de quem diz “Amo D’us e D’us tem que me amar em troca e, portanto, posso fazer o que quiser e D’us me entenderá” é uma expressão profana de Chessed. Todo relacionamento, e certamente o que existe entre o homem e D’us, requer não apenas amor, mas especialmente limites, fronteiras e um fortíssimo senso de respeito, que são manifestações não de Chessed, mas de seu oposto – Guevurá.
A Sefirá de Guevurá é essencial à vida: é o que nos dá um sentido de auto-preservação. Por exemplo, é Guevurá, a emoção do comedimento e medo, o que nos impede de colocar a mão no fogo. É também Guevurá o que nos permite agir de maneira mais centrada, organizada e disciplinada. MasGuevurá pode, também, ser empregada de forma destrutiva, profana e até maligna. Pode manifestar-se através de atos de egoísmo, hostilidade e violência. Um pai que não provê a subsistência de seus filhos porque acredita que “eles têm que aprender a cuidar de si próprios” está empregando Guevurá de modo truncado. Guevurá se torna maligna quando leva à violência, especialmente contra crianças. Há uma grande diferença entre disciplinar nossos filhos e abusar deles. Guevurá é força e poder: se não for cuidadosamente manipulada, pode resultar em atos monstruosos.
Mesmo a Sefirá de Tiferet, que é sinônima de grandes virtudes – harmonia, paz, verdade, beleza e justiça –, tem um lado positivo e outro negativo.Tiferet é bem empregada quando leva os pais a educarem seus filhos com equilíbrio, sem mimá-los nem feri-los. Tiferet é compaixão: significa agir de forma equilibrada e fazer o que for melhor para o outro. Mas Tiferet também pode ser usada de forma errada. Tiferet é muito mal empregada em situação onde é necessária a Guevurá – quando, por exemplo, lidamos com compaixão com a maldade, tentando entendê-la ou eximir seus perpetradores. Tolerar o mal é permitir que seja fomentado. Às vezes, temos que ser severos e não ceder, não abrindo espaço para a compaixão.
A quarta Sefirá, Netzach, é um ingrediente imprescindível para o sucesso. É o que nos impele a realizar algo com nossa vida. Para concretizar nossas intenções, precisamos ter ambição e força de vontade. Como disse certo homem sábio: “Uma vontade férrea não garante o sucesso, mas a falta dela garante o fracasso”. Para ter sucesso em nossas empreitadas, precisamos empregar Netzach para vencer os obstáculos e qualquer oposição que possa surgir. No entanto, esta Sefirá é usada perniciosamente quando leva a pessoa a fazer qualquer coisa, a valer-se de qualquer meio para justificar seus fins. Há muitas pessoas que, ao tentarem alcançar seus objetivos e satisfazer seus desejos, pisam nos outros e destroem a vida deles, sem qualquer consideração. A ambição e a determinação podem levar-nos a realizar coisas extraordinárias, mas também podem tornar-nos seres desprezíveis, egoístas e predadores.
A quinta Sefirá, Hod, é uma qualidade que, infelizmente, não é facilmente encontrada nas pessoas, como as demais Sefirot. Nesta nossa era de egos inflados, é raro encontrar alguém que aceite a autoridade de terceiros. Todos querem ser líderes; poucos querem ser liderados. Mas assim comoNetzach, Hod é um instrumento necessário para o sucesso. Aquele que apenas utiliza Netzach – que sempre precisa ter sua vontade realizada, que não consegue trabalhar em equipe – não é tão eficaz quanto aquele que faz uso da quarta e da quinta Sefirot emocionais, combinadas. Usar apenasNetzach ou apenas Hod é tentar correr com uma perna só. Como ensina o famoso bestseller, “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, é melhor ser independente do que dependente, mas o ideal é ser interdependente. As pessoas que acreditam que podem fazer tudo sozinhas não são tão produtivas e eficazes quanto as que sabem trabalhar em grupo. E para ter condições de trabalhar bem em grupo, é preciso empregar Hod – a pessoa tem que ser humilde e, às vezes, até mesmo submissa. Isso é válido tanto para as relações profissionais quanto pessoais. Tantos casamentos se desfazem não por falta de amor entre os cônjuges, mas porque nenhum dos dois deseja aquiescer. Marido e mulher querem que sua vontade sempre prevaleça, e isso acaba resultando em conflitos contínuos e muito ressentimento. No entanto, Hod, como todas as demais Sefirot, pode ser empregado de forma muito errônea. Exercer este atributo não significa ser capacho – permitir que sua pessoa seja usada e abusada, abdicar de sua própria vontade, tornar-se um ser totalmente passivo. Uma pessoa que sempre se submete aos outros não apenas abre mão de sua liberdade, mas permite que tiranos – pessoas que usam de modo inadequado o atributo deNetzach – exerçam poder indevido e impróprio. Quem aquiesce perante o mal, está-se tornando parceiro silente desse mal.
A sexta Sefirá, Yessod, é a ferramenta metafísica através da qual nos relacionamos com os outros. Quando adequadamente utilizada, pode fornecer-nos o que de melhor a vida tem a oferecer: relacionamentos enriquecedores, que nos satisfazem e são mutuamente benéficos. É através de Yessod que nos ligamos a outros e a D’us. Aqueles que se relacionam facilmente e atraem os demais, que têm carisma e um talento especial para formar relacionamentos, possuem uma grande medida de Yessod. EstaSefirá, quando usada de forma boa e santificada, aproxima mais ainda os cônjuges; une os membros de uma família e forma sólidas amizades; ajuda a desenvolver um forte vínculo entre professores e alunos. Mas Yessod pode ser usada de maneira profana quando, por exemplo, é empregada para constituir relacionamentos proibidos e pecaminosos. A face negativa deYessod também se faz ver quando a pessoa usa seu carisma e charme para enganar, tirar vantagem e manipular os demais.
A sétima Sefirá, Malchut, é uma qualidade geralmente encontrada em grandes líderes e comunicadores. Como vimos no artigo As Sete SefirotEmocionais, Malchut, Realeza, é uma Sefirá que não tem nada de exclusivamente seu. Esta é, de fato, de acordo com o judaísmo, a definição de um rei verdadeiro e justo. Como o define o Talmud, um líder é um servo de seus liderados. Como um genuíno rei de Israel, ele não possui nada de seu. Tudo o que possui pertence a seu povo e deve ser usado em benefício de seus súditos. A Sefirá de Malchut é, pois, bem utilizada quando produz líderes abnegados, que lideram por amor e pelo desejo de servir àqueles a quem representam. Malchut é usada de forma perniciosa quando produz líderes corruptos e egoístas, interessados em promover a si próprios, adquirindo poder e riqueza e usando sua posição de liderança apenas em benefício próprio.
Malchut é também relacionada à capacidade de comunicação. O Rei David simboliza esta Sefirá por ter composto os Salmos, que são palavras sagradas e que transmitem fé, força e conforto a quem os lê. O lado negativo de Malchut é manifesto por comunicadores que empregam suas habilidades de oratória em propósitos egoístas, manipulativos e maldosos. A Torá nos ensina que D’us criou o Universo através da fala, e isso sinaliza que também nós, que fomos criados à Sua “imagem”, temos, através de nossas palavras, o poder de modelar o mundo.
Atraindo bênçãos Divinas para o ano
Neste artigo, discutimos de que forma as sete Sefirot emocionais podem ser usadas positiva ou negativamente. O livre arbítrio do ser humano significa que ele pode usar esses atributos como quiser. Todos nós podemos escolher viver uma vida pontuada pela bondade, santidade, produtividade e efetividade. Mas somos, também, livres para escolher exatamente o oposto, e depois agüentar as conseqüências de nossas escolhas.Todo ser humano possui as sete Sefirot emocionais, mas geralmente uma delas exerce maior influência na pessoa do que as demais. Para desenvolver todas as facetas de nossa vida, precisamos melhorar todos os sete atributos, especialmente aqueles que não são o nosso forte. Mas, também temos que ter certeza de utilizar de modo adequado e pleno a Sefirá emocional que pulsa mais fortemente dentro de nós. Nós, judeus, temos até Hoshaná Rabá, o sétimo e último dia de Sucot, para mudar qualquer decreto Celestial que tenha sido selado em Rosh Hashaná e Yom Kipur. A semana de Sucot, que culmina e conclui no final de Hoshaná Rabá, é uma festa alegre, mas também uma época auspiciosa para a auto-reflexão e o auto-aperfeiçoamento.
Aprendendo as lições fornecidas pelos mandamentos Divinos de Sucot, e iniciando a grande tarefa de consertar e melhorar nossas sete Sefirotemocionais, nós compelimos D’us a nos retribuir, canalizando, através de Suas Sefirot, abundantes bênçãos espirituais e materiais, provendo-nos individualmente, ao Povo Judeu como um todo, e a toda a humanidade, um ano de paz, prosperidade e grandes realizações.
Referências:
1  O oitavo dia de Sucot é, na realidade, uma festa diferente, Shemini Atseret, e é a razão para que a berachá de Shehecheyianu seja recitada durante o Kidush.
2 Recomendamos aos que não estejam familiarizados com o assunto das Sefirot, bem como com os termos da Cabalá, Ze’ir Anpin e Nukvá, que leiam primeiro o artigo As Sete Sefirot Emocionais. Isto facilitará a compreensão do presente artigo.
3 Todos os sete pastores nos visitam a cada dia de Sucot. Mas são conduzidos por um convidado principal, que personifica a Sefirá do dia. O fato de que os sete sempre vêm juntos é um exemplo do ensinamento de que apesar de que uma Sefirá pode predominar em uma pessoa ou situação, ela continua entrelaçada com as demais. Por exemplo: a Sefirá de Chessed contém dentro de si Chessed de Chessed, Guevurá de Chessed, Tiferet de Chessed etc.
4 Provérbios, 10:25
Bibliografia:
Rabbi Aryeh Kaplan – Inner Space: Introduction to Kabbalah, Meditation and Prophecy. Moznaim Pub. Corp.
Rabbi Simon Jacobson – 60 Days – A Spiritual Guide to the High Holidays – Kiyum Press
Rabbi Simon Jacobson – Counting the Omer. Meaningful Life Center
Rabbi Adin Steinsaltz - Opening the Tanya: Discovering the Moral and Mystical Teachings of a Classic Work of Kabbalah - Jossey-Bass 
Peck, M. Scott – The Road Less Traveled and Beyond: Spiritual Growth in an Age of Anxiety. Touchstone.
Covey, Stephen R. The 7 Habits of Highly Effective People. Free Press.

sábado, 9 de julho de 2016

Birkat Kohanin - Benção Sacerdotal




Birkat Kohanin - Benção Sacerdotal


A Bênção sacerdotal (em hebraico, Birkat Kohanim, ברכת כהנים), também conhecida como Nesiat Kapayim ("estender as mãos"), ou Bênção aarônica, é uma oração judaica recitada durante certos serviços. Algumas denominações cristãs também a usam como uma bênção litúrgica, apesar de em contexto e cerimônia diferentes em relação ao uso judaico.
Ela é baseada nos versículos bíblicos:
(Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel e dir-lhes-eis:)
O Senhor(Eterno)te abençoe e te guarde - יְבָרֶכְךָ יְהוָה, וְיִשְׁמְרֶךָ - yevarechecha Adonai veyishmerecha
O Senhor(Eterno) faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti - יָאֵר יְהוָה פָּנָיו אֵלֶיךָ, וִיחֻנֶּךָּ - ya'er Adonai panav eleicha vichunecha
O Senhor(Eterno) sobre ti levante o rosto e te dê a paz - יִשָּׂא יְהוָה פָּנָיו אֵלֶיךָ, וְיָשֵׂם לְךָ שָׁלוֹם - yissa Adonai panav eleicha veyasem lecha shalom
(Assim, porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei.) (Números 6.23-27)

"Quando arqueólogos desenterraram uma bênção:"
"Existem textos bíblicos que são marcantes em nossa experiência cristã. Tenho vários guardados em meu coração e os recordo em momentos específicos. É o caso de Números 6:24-26. Você também deve sentir algo especial por esse texto. “O Senhor te abençoe e te guarde”, começa o texto. “o Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz”. Inspirador, você não acha? Permita-me compartilhar com você uma fascinante descoberta arqueológica envolvendo esses versos. Em 1979, uma equipe de escavação estava trabalhando em Ketef Hinnon, uma região em Jerusalém. Os trabalhos estavam sendo conduzidos por Gabriel Barkay, um dos principais arqueólogos da atualidade, e professor na Bar-Ilan University, próxima a Tel-Aviv. Dentre os inúmeros artefatos encontrados durante as escavações, dois foram capazes de causar uma revolução no mundo da arqueologia bíblica. Trata-se de dois pequenos amuletos de prata com algumas inscrições. Eles estavam enrolados quando foram descobertos. Após um cuidadoso trabalho de desenrolá-los, Barkay conseguiu identificar em um deles o nome sagrado de Deus, Yhwh, em três lugares distintos. Ele também conseguiu identificar a palavra hebraica hesed (misericórdia), shalom (paz), entre outras. A tradução de Barakay do primeiro amuleto ficou assim (as palavras entre colchetes [ ] são as possíveis leituras de trechos que estavam danificados):
Amuleto 1 “YHW… o grand[e… Aquele que guarda] a aliança e benevolência para com aqueles que [O] amam e aqueles que guardam [Seus mandamentos…] o Eterno? […] [a?] benção mais do que qualquer [cila]da e mais do que o mal. Pois a redenção está nEle. Pois YHWH é o nosso restaurador [e] rocha. Que YHWH te abenço[e] e te guarde. [Que] YHWH faça resplandecer [Seu rosto]…” Veja agora o texto do segundo amuleto:
Amuleto 2 [Para ? (o filho/filha de) xxxx]. Que ele/ela seja abençoado(a) por YHWH, o guerreiro [ou: ajudador] e repreendedor do mal; que YHWH te abençoe, te guarde. Que YHWH faça Seu rosto resplandecer sobre você e te dê a p[a]z”. Esses dois pequenos objetos de prata encontrados em Ketef Hinnon contém a bênção sacerdotal de Números 6! Mais do que isso, trata-se do texto bíblico mais antigo encontrado em restos arqueólogicos. Os melhores epigrafistas, aqueles que lidam com o estudo de antigas inscrições, dataram estes artefatos entre o 7º. e o 6º. século a.C., quatrocentos anos antes dos famosos manuscritos do Mar Morto! Para alguns críticos das Escrituras, nessa época o texto bíblico nem sequer existia. Como, então, explicar uma porção do livro de Números sendo usada como amuleto por algum habitante de Jerusalém em meados do 7º. século a.C.? Essa foi uma das principais descobertas da arqueologia no século passado. Contudo, essa pode ser uma descoberta diária na vida daqueles que buscam a face do Senhor. As bênçãos de Deus não estão soterradas ou esquecidas em algum lugar do Oriente Médio. A presença do Soberano Deus em todas as nossas atividades é uma das poucas certezas que podemos ter (cf. Salmo 139). Enquanto alguns aproveitam essa agradável companhia, outros preferem ignorá-la. Que você e eu sintamos hoje a paz que o Senhor quer nos dar."

Compartilhar - Deus em nós



Dois rapazes moravam na mesma fazenda quando o pai morreu. O que era solteiro ficou morando na casa em que o pai morreu. O casado morava na casa ao lado. Eles tinham uma plantação imensa de arroz e um celeiro em comum, e combinaram de trabalhar juntos e dividir tudo. Colheram dezenas de sacos de arroz, metade para um e metade para o outro, e assim fizeram dois celeiros. Fizeram uma boa colheita, estavam com os depósitos cheios. No final da tarde, o irmão solteiro começou a pensar que aquela divisão não estava certa. Pensava: “Eu sou solteiro e meu irmão é casado, tem mulher e filhos. Ele precisa de mais arroz que eu, pois sou sozinho.” À noite, ele se levantou, foi ao celeiro dele, pegou um saco de arroz, escondido, e colocou no celeiro do irmão. O irmão acordou na manhã seguinte e começou a pensar: “Essa divisão não está justa, pois sou casado, tenho minha mulher e meus filhos. E eles vão crescer e poderão me ajudar. Mas meu irmão, coitado, ele é sozinho. E se ele não casar, não vai ter ninguém por ele. O certo é ele ganhar uma parte a mais que eu.” Levantou, foi ao seu celeiro, pegou um saco de arroz e colocou no celeiro do irmão. E assim foram vivendo: a cada colheita, um levava uma parte a mais para o outro. Só não entendiam como é que sempre ficava a mesma quantidade para cada um. Uma bela noite, o relógio biológico se confundiu. Horário de verão e os dois se levantaram na mesma hora e se encontram no meio do caminho. Um olhou para o outro. Colocaram o arroz no chão, se abraçaram, e choraram. A partir daquele dia, fizeram um único celeiro. É preciso partilhar os dons, é preciso dinamizar. Para quem pensa só em si resta somente a estagnação. É preciso frutificar os dons. Peça ao Senhor a graça de fazer a experiência do amor infinito, que divide, que cura e transforma sua história. Dá-me, Senhor, a graça de aprender partilhar. Amém.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

FÉ VITORIOSA



Fui praticante de umbanda, candomblé e magia negra por vários anos.
Não era um frequentador mas um "filho de santo" que pelos conhecimentos e experiências era procurado por minha"vó de santo" para fazer "trabalhos" para ela...
Tem gente que tem mais respeito às coisas do diabo que às de DEUS!
Gastam cifras respeitáveis com "despachos, ebós, oferendas etc", se sujeitam a ficar vários dias trancadas em quartos mal iluminados cercados de comidas e animais mortos apodrecendo com bichos passeando pelo ambiente e o cheiro de podridão se espalhando... bebem bebidas feitas de plantas com sangue de animais...
A lista de sacrifícios nojentos aos demônios é imensa MAS mesmo assim essas pessoas fazem alegremente estas "obrigações" que nada mais são do que ofertas ao diabo.
Quando falamos das bênçãos de DEUS pelas nossas ofertas, dízimos, sacrifícios, holocaustos e votos simplesmente não tem fé para se lançar...
Ao falarmos da fundamental necessidade de uma vida diária de orações e leitura da BÍBLIA não se esforçam...
Querem uma fórmula barata, um fast food espiritual onde pagam, escolhem o produto e está tudo feito.
Esses fast food espirituais já existem por aí.. várias igrejas estão vendendo tijolinho ungido, sal ungido, lenço ungido, beijos nos pés etc. Tudo isso é obra do diabo.
Não venha comparar praticar as chaves das bênçãos especiais contidas na BÍBLIA com esta corja de ladrões travestidos (as) de pastores (as) e profetas de DEUS!
Você quer ser abençoado (a)? Trate de se esforçar e fazer a sua parte pois, como já dizia Albert Einstein: a maior prova de insanidade é querer resultados diferentes fazendo tudo como sempre fez.
A chave para continuar derrotado (a) é simples: fique tranquilo, não faça nada, não tome nenhuma atitude.
Mas para mudar a sua realidade não tem outra forma senão ATITUDES!

sábado, 9 de abril de 2016


Paradoxo da inesperabilidade

Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada em sua aparência para que o desejássemos. Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de tristeza e familiarizado com o sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima. Isaías 53:2, 3


O orgulho, às vezes, tem que tirar o chapéu para a humildade, o ceticismo é obrigado a se curvar diante do incrível, a rotina é surpreendida pelo imprevisível. “De onde menos se espera, daí é que não sai nada”, disse o humorista Barão de Itararé. Contudo, de onde menos se espera pode vir o inesperado. É delicioso quando alguém por quem não se dá nada vira a expectativa ao avesso. Afinal, por que a altura, a força, a aparência, a riqueza e o poder têm que ganhar sempre?
O “paradoxo da inesperabilidade” ocorre quando o menino magricela que está no banco de reserva entra em campo, sai driblando todo mundo, dá um chapéu no zagueiro grandalhão e completa a jogada com um gol de placa. Ou mesmo quando alguém como o desconhecido Paul Potts, dente quebrado, canta uma ária num programa de TV, mostra um timbre de voz excepcional, surpreende o júri e vence a competição.
Porém, acima de qualquer fato inesperado está a figura do Messias sofredor. Sendo singular, veio como alguém comum; sendo rico, veio como pobre; sendo rei, veio como servo. Filho de Deus em forma humana, ele não apareceu com o perfil de um líder imponente, um magnata endinheirado, um modelo de beleza. Não usou nenhum esplendor espetaculoso para capturar nossa admiração. Sua grandeza estava oculta aos olhares superficiais. A elite judaica o desprezou, o que significa que a sociedade influente não viu mérito nele. As pessoas preferiam não notá-lo, como se fosse ninguém. Solitário, incompreendido, usando métodos não ortodoxos, ele fugiu ao roteiro idealizado para o Messias. Quem poderia imaginar que ele seria assim?
No entanto, esse personagem rejeitado trouxe luz com um brilho inigualável para um planeta em trevas, mostrou amor em uma magnitude desconhecida num mundo sem graça, revelou o valor inestimável de pessoas sem importância. O homem que morreu como se fosse indefeso era o mais poderoso de todos. O guerreiro ferido na maior de todas as batalhas estava ali para oferecer a vitória aos derrotados. Inesperadamente, o Messias era Deus entre os homens, e não tínhamos percebido.
Ao contemplar essa figura de Isaías 53, deixe o “paradoxo da inesperabilidade” se manifestar diante de você. Em vez de desviar o rosto e rejeitar Jesus, olhe para ele. Você será surpreendido pelo inesperado.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

CURSOS DE TEOLOGIA, HOMILÉTICA E MISSÕES

         CURSOS DE TEOLOGIA, HOMILÉTICA E MISSÕES

*BÁSICO EM TEOLOGIA;
*MISSÕES;
*BACHAREL EM TEOLOGIA                  
*HOMILÉTICA(A ARTE DE PREGAR).

TODOS OS CURSOS SÃO GRATUITOS. SOMENTE PAGUE O GASTO DOS MATERIAS, O QUAL SÃO DE R$10,OO POR CADA APOSTILA. TODO DINHEIRO ARRECADADO SERÁ USADO EM AÇÕES SOCIAIS DA ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE CRISTÃ DEUS É FIEL, A REALIZADORA DESTES CURSOS.

TEMPO DE DURAÇÃO DOS CURSOS(MÉDIA);
*BÁSICO EM TEOLOGIA = 04 MESES;
*MISSÕES = 03 MESES;
*BACHAREL EM TEOLOGIA = 36 MESES
*HOMILÉTICA = 01 MÊS.
 ESTE TEMPO É UMA PROPORÇÃO, POIS O ESFORÇO DE CADA ALUNO(A) É QUE DETERMINA O TEMPO DE DURAÇÃO DO CURSO.

TODOS DIPLOMAS SERÃO FORNECIDAS PELA ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE CRISTÃ DEUS É FIEL, A QUAL POSSUI AUTORIDADE LEGAL PARA MINISTRAR QUAISQUER CURSOS.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015




A Torá é a verdade completa? 



A Torá é a verdade completa? Toda a verdade, no sentido que nenhuma outra fonte tem alguma verdade que não esteja na Torá? Ou é possível que alguma outra fonte de sabedoria tenha uma outra parte da verdade que pareceria diferente, mas na verdade seria complementar e não mutuamente exclusiva? A Torá é uma verdade ou é a verdade?
Esta é uma das perguntas que realmente vai ao fundo das coisas. Posso citar declarações como: “A Torá de D’us é completa”1 ou, “Não há a menor coisa que não seja citada na Torá”2, ou ainda: “Toda sabedoria e todo evento que jamais acontecerá está incluído nos Cinco Livros de Moshê.”3 Incluindo alguma exclusividade: “Não há outra verdade, exceto a Torá.”4
Há uma bela, liberal e universalista citação do Talmud: “Se lhe disserem que há sabedoria entre as outras nações, acredite neles. Se lhe disserem que há Torá entre as nações, não acredite neles.” (Midrash Rabá, Eichá, 17)
Você poderá então argumentar que o Talmud está dizendo que existe sabedoria que não é Torá. Mas acabamos de dizer que a Torá é a exclusiva verdade! Então, se a Torá tem direitos exclusivos sobre a verdade, que tipo de sabedoria existe que não seja verdade?
Maimônides aceitou aquela última declaração do Talmud de maneira bem prática. A respeito de estudar astronomia com os escritos dos gregos idólatras, ele escreve: “Aceita a verdade, venha de onde vier.”5
Tudo bem, então ele se qualifica dizendo que esta sabedoria estava originalmente entre a Tribo de Yissachar mas se perdeu para os judeus, portanto agora temos de restaurá-la aprendendo com os gregos. Assim, também, outros escrevem sobre todas as ciências que aprendemos com os gregos, persas ou seja lá quem for – elas todas se originaram de Avraham e mais tarde de Shelomo mas ficaram perdidas, somente para as recuperarmos com as outras nações.
Apesar disso, o que isso diz para a alegação abrangente, exclusiva da Torá sobre a verdade? Se “a Torá é completa” e não há “outra verdade exceto a da Torá” então por que Maimônides precisou estudar Ptolomeu (e Aristóteles, Galeno e Averroes)?
Quantas verdades existem?
Você conhece o ditado: “Ponha dois judeus juntos e haverá três opiniões.”
Bem, isso não é novo. Duvido que exista um tema na Torá que não tenha sido sujeito a debates – e os lados com freqüência tomam lados extremos. Não estamos falando apenas sobre qual cadarço do sapato amarrar primeiro (na verdade, isso é algo sobre o qual eles concordam). Estamos falando sobre debates como aqueles das escolas de Hilel e Shamai: qual veio primeiro, o céu ou a terra?6Foi melhor para o homem ter sido criado ou somos os derrotados neste jogo?7 Olhe o que está por trás de todos estes argumentos, e você encontrará um tema comum: “Devemos ser idealistas ou pragmatistas?” Ora, se você ainda não consegue se decidir sobre algo assim, como reivindica os direitos exclusivos, abrangentes, da Torá?
O debate idealista/pragmatista deixa uma trilha longa e ininterrupta através dos campos de batalha da Torá, de Moshê a Shelomô ao Talmud, de Maimônides aos cabalistas até os dias de hoje: o ascetismo é um bom caminho ou D’us deseja que desfrutemos Seu mundo? O que tem prioridade, o estudo ou as boas ações? Quem é mais elevado, o puro, imaculado tsadic ou o pecador arrependido? Como recebemos a suprema recompensa, como uma alma sem um corpo, ou como uma alma dentro de um corpo?
Existem assuntos ainda mais fundamentais sob discussão – como por exemplo, quais são os princípios básicos da Fé Judaica? Maimônides relaciona treze, Rabi Yossef Albo em seu Sefer Ha-Ikrim argumenta que há na verdade apenas três. Outros dizem que toda a noção de contar princípios é insustentável.
Maimônides, por exemplo, conta a crença de que D’us é não-corpóreo como um princípio básico. Ele escreve que quem acredita que D’us tem um corpo perde o direito à sua porção no Mundo Vindouro. Rabi Avraham ibn David (“O Raavad”) ataca sua declaração, dizendo que muitos judeus que são melhores que ele – Maimônides – (!) lêem as Escrituras e ingenuamente entenderam que D’us tem um corpo. Portanto escrevemos alguma coisa, você lê e a aceita literalmente, e depois nós o atiramos para fora da festa – isso é justo?
Certo, ninguém está discutindo se D’us tem um corpo ou não. Também não se está discutindo a veracidade de qualquer outra coisa que Maimônides tenha escolhido rotular como princípios. Trata-se apenas que um diz que o Judaísmo é isso, o outro diz não, é aquilo, e um outro ainda diz que não é nenhum daqueles. Mas o fato de poder existir contenda sobre a própria definição da crença judaica é nada menos que assombroso. Se não conseguimos definir nosso sistema de crença, como podemos reivindicar “A Verdade”?
Tenho mais uma: Alguns cabalistas escrevem que nossa Torá ensina que D’us criou um “espaço vazio” dentro de Seu Ser no qual criou o mundo – isso significa que Ele não está aqui em nosso mundo. Outros insistem que esta constrição (tzimtzum) não é literal, mas um espelho com um lado no qual o mundo se vê como habitando um espaço vazio de D’us, mas na verdade, “a existência inteira está repleta com Sua presença” e “não há lugar sem Ele,” Não importa como a dialética funciona, se D’us está ou não aqui me parece bastante fundamental.
Então digamos que podemos voltar àqueles Sábios do Talmud que se revelaram nesta atmosfera de debate e proliferação de idéias, e perguntamos a eles esta questão candente: Como avalia esta atitude da Torá ser A Verdade? A Verdade não deveria falar com autoridade, com certeza e livre de todas as ambigüidades?
Aqui, finalmente, há um consenso – que é um retumbante “Não!”
Nas palavras da voz vinda do Céu, ouvida pelos alunos de Hilel e Shamai após muitos anos de um dos debates mais acalorados: “Ambas são as palavras do D’us vivo.” Um pouco mais poeticamente, nas palavras de Rabi Elazar ben Azariah:
… estes são os alunos dos Sábios que se sentam em grupos e se ocupam com a Torá. Estes declaram algo impuro e aqueles o declaram puro. Estes proíbem e aqueles permitem. Estes declaram algo como casher e aqueles o declaram impróprio. Talvez uma pessoa diga: “Nesse caso, como posso estudar Torá?” Isso é o que aprendemos: Tudo foi dado por um único pastor [i.e., Moshê]. Um D’us os deu, um líder falou pela boca do Mestre de Todas as Coisas, bendito seja. Como está escrito: “E D’us falou todas estas coisas, dizendo…” Você, também, deve fazer seu ouvido como um moedor e adquirir um coração compreensivo para escutar as palavras de todas estas opiniões.8
Isso significa que nem sequer podemos perguntar a verdade a D’us. De fato, o Talmud nos diz: quando os anjos ministrantes fora a D’us perguntar quando é a Festa da Lua Nova, Ele lhes disse: “Por que Me perguntam? Vamos até a corte terrena dos Sábios perguntar o que eles decidiram.”9
E o que fazer, então, dos assuntos que eles nunca conseguiram decidir? Isso significa que D’us também não pode decidir?
Repensando a Verdade
Então, qual é a definição da verdade, se nem mesmo D’us pode decidir? Como alegamos direitos exclusivos sobre a Verdade quando você nem pode concordar – D’us nem pode decidir – qual é a Verdade?
Obviamente, temos de repensar a idéia da verdade. Talvez não haja uma informação definitiva que seja a verdade definitiva (como no Hitchiker’s Guide to The Galaxy, de Douglas Adams, onde ele aprende que a verdade definitiva é a 46). Talvez a verdade não seja um fato, afinal. Talvez a verdade seja mais como um processo.
Vamos fazer uma pausa para uma bela história:
Em 1921, Rabi Yossef Yitschac Schneersohn de Lubavitch foi intimado por um dos escritórios do novo regime bolchevista. Ele foi solicitado a esclarecer um assunto: A religião judaica apóia a monarquia ou o comunismo? Aquilo não era exatamente um agradável chá com biscoitos – havia muito perigo envolvido. No estilo que lhe era típico, o Rabino determinou que falaria a verdade, não deixando margem para ambigüidade sobre suas opiniões.
Então ele relatou a seguinte história:
“Em uma de minhas viagens a S. Petersburgo – foi no inverno de 1913 – eu viajava num vagão de segunda classe e meus companheiros de viagem eram empregados do governo e cléricos cristãos espiritualistas.
“Naquele ano, a Rússia estava celebrando o 300º aniversário de governo da Família Romanov. Meus colegas de viagem se envolveram numa acalorada discussão sobre a monarquia em geral. A questão central era: Como a nossa sagradaTorá entende a monarquia? Alguns disseram que a Torá apoiava a monarquia. Outros argumentaram que a Torá era socialista. Um deles falou que ela é obviamente comunista.
“A princípio, não tomei parte na discussão. Mas então entraram alguns judeus, bons amigos meus, e eles insistiram para que eu declarasse a minha opinião. Então eu disse o seguinte: ‘Todos vocês, com todas as suas variadas opiniões, todos estão corretos. Cada partido – monarquia, socialismo, comunismo – todos têm prós e contras. É um bem conhecido princípio de filosofia que não há nada bom sem algo de mau, e que não há nada mau sem algo de bom. Em tudo que é bom pode-se encontrar algum mal misturado, e em tudo que é mau se vê um pouco de bem. Porém este axioma somente se aplica às idéias criadas pelo homem. A sagrada Torá, no entanto, outorgada pelo Criador do mundo, bendito seja, engloba apenas os aspectos positivos de cada idéia. Portanto, cada um de vocês encontra em nossa sagrada Torá apenas os aspectos positivos de seu partido.10”
O Rebe (Rabi Menachem Mendel Schneerson, genro e herdeiro de Rabi Yossef Yitschac) referiu-se certa vez a esta história e acrescentou: Mas esta ainda é apenas a sabedoria da Torá. Não é a essência da Torá.11
Qual é a essência da Torá? A essência da Torá, explicou o Rebe em diversas ocasiões,12 é a Halachá – o poder de decidir o que D’us deseja que façamos aqui e agora. Em outras palavras, desde que você esteja no âmbito da sabedoria, toda a sabedoria é relativa. O intelecto, por sua própria formação, não pode determinar a verdade absoluta. Se a sabedoria não deixa espaço para um opinião divergente, você sabe que não é mais sabedoria.
Porém a Torá vai além da sabedoria. A Torá fala sobre o certo e o errado, do bem e do mal – i.e., aquilo que D’us deseja que façamos e não façamos em Seu mundo. A sabedoria não pode determinar nada disso. A sabedoria pode apenas dizer: “Se você fizer isso, acontecerá aquilo. Se quiser conseguir isto, faça isto.” Somente a Torá pode dizer o que D’us deseja que você faça e consiga. Nenhuma outra sabedoria sequer reivindica este feito (outra que não aquelas, obviamente, que baseiam sua autoridade na Torá).
E o mais surpreendente sobre a Torá: Aquela determinação é feita “aqui” e não “lá em cima.”13 A Halachá acontece aqui na terra. Em outras palavras, D’us investiu Sua vontade num processo humano.
A Não-Ideologia
Rabi Avraham Yitschac Kook (um dos mais importantes místicos judeus e pensadores do século 20) relatou isso dessa maneira?14
“Como é (estou parafraseando) que os autores atuais tentam definir a alma do Judaísmo, dizendo: ‘A Torá diz assim; a ideologia do Judaísmo é tal e tal?’ Não existe ideologia do Judaísmo. Ao contrário, a Torá contém todas as verdades que estão ali – incluindo aquelas que se contradizem umas às outras.
“Tudo é abraçado em sua alma” – ele escreve – “isso inclui todas as inclinações espirituais, as abertas e as ocultas, numa generalização mais alta, assim como tudo está incluído na absoluta realidade do Divino. Toda definição como esta no Judaísmo é heresia e é análoga a estabelecer um ídolo ou uma imagem para explicar o caráter de D’us.”
E então Rabi Kook compara a Torá versus sabedoria ao humano versus animais. Existem muitos animais, escreve ele, que superam os seres humanos até em tarefas intelectuais (tente encontrar o caminho de casa a 700 quilômetros de distância, orientando-se via aérea, tecer uma teia simétrica…). A vantagem do intelecto humano não é necessariamente saber, mas discernir. Em outras palavras, a capacidade de gerar uma pletora de perspectivas, possibilidades, hipóteses variadas – e depois analisar cada uma delas para determinar qual funciona melhor nesta situação.
Enquanto uma aranha tece sua teia porque é isso que as aranhas fazem, um urso apanha peixes da maneira que sabe fazer (e os come quando está faminto), um ser humano se senta e analisa diversas possibilidades, determina qual delas deverá funcionar melhor para ele e então a adota. Isto é o que Benjamin Bloom chama de “avaliação” – e classifica no topo de sua taxionomia do aprendizado.
Não sei se os animais fazem isso ou aquilo – e este não é, na verdade, aonde Rabi Kook quer chegar. O ponto é que os seres humanos estão num departamento totalmente diferente neste aspecto. E a Torá também.
Qualquer um que esteja familiarizado com o estudo de Torá sabe que é disso que se trata. Assim que você começa a estudar a primeira linha de Bereshit, aprende que não pode ser lida com uma única interpretação. Isso não pode significar apenas que D’us criou os Céus e a terra do nada, porque há muitas maneiras mais fáceis de dizer isso. Em seu primeiro estágio do estudo de Torá, você é apresentado a conflitos e nós para desatar e sinais para interpretar.
O estudo de Torá é toda sobre um processo, em vez do conteúdo – como abordar um problema, como gerar diversas perspectivas, como analisá-las e compará-las, como determinar qual delas funciona melhor como leitura do texto, qual funciona melhor como aplicação prática, qual funciona melhor como lição ética – e por aí adiante, literalmente sem fim.15
A Torá não é sobre as idéias de D’us. A Torá é sobre como D’us pensa sobre estas idéias – mas usando nossas mentes humanas. Porém a Torá é particularmente sobre como chegamos a uma decisão definitiva.
Ser Verdade
Agora fica mais fácil ver como uma Torá que faz uma reivindicação exclusiva da verdade não tem escrúpulos sobre “pegar a verdade de onde quer que ela venha”. A verdade da Torá está principalmente em seu processo de avaliação e discernimento entre idéias.16 Se alguém mais fez um estudo valioso destas idéias, desenvolvendo-as e expondo os assuntos – tanto melhor. Agora cabe ao processo da Torá determinar se os axiomas sobre os quais isso se baseia são aceitáveis ou não, se isso é algo que D’us deseja em Seu mundo agora ou não, como isso deveria ser usado e para quê.17
É assim que Rabi Schneur Zalman de Liadi descreve a verdade da Torá no capítulo 5 do Tanya: Quando a mente humana está absorvida em compreender que se o Sr. Simon argumenta assim e Reuven argumenta de modo diferente, então a Halachá será tal e tal – esta é a Torá e esta é a Verdade. Não que ele esteja aprendendo sobre a Verdade. Ao contrário, ele está “pensando com a mente de D’us”. Ele está sendo a Verdade. Aquele estado de ser, aquela experiência, aquele processo, aquilo em si é a Verdade.
Portanto quando – depois de uns duzentos anos – a Halachá é determinada para ser segundo Maimônides e não seus detratores, esta é a Verdade (note o "V" maiúsculo).
Ou seja, o ato de nós, simples seres humanos, ou seja, o povo judeu, determinar o que é a Halachá, isto é a Verdade.
Torá Sinérgica
Esta é a explicação por trás de um fenômeno chocante: é difícil pensar sobre um tema que surgiu, seja na ciência, política ou ideologia, que não tenhamos encontrado algum reflexo disso na Torá. Agora isso faz sentido: para que a Torá nos possibilite tomar decisões sobre todo assunto, todas estas idéias são encontradas – pelo menos em algum estado abstrato, primitivo – dentro da própria Torá.
Como um exemplo, terminarei com uma outra história:
Numa audiência privada, o Rebe explicou a um professor de Química que toda idéia da ciência pode ser encontrada na Torá. O professor não ficou impressionado. Portanto o Rebe perguntou: “Qual é a sua pesquisa atual?” Ele estava investigando a sinergia da combinação química. Resumindo, isso significa que a força de uma combinação química é maior que a soma de suas partes.
O Rebe então tirou um livro da prateleira – um livro que continha responsas do Rabi Saadia Gaon, um sábio do Século Dez. Ele mostrou ao professor uma passagem onde Rabi Saadia explicava a proibição de comer em Yom Kipur. Se uma pessoa não está se sentindo bem para jejuar em Yom Kipur, deveria comer em porções pequenas, menores que uma tâmara. Mesmo que termine ingerindo o equivalente a uma refeição grande, esta é uma violação menos séria do jejum, segundo o Talmud, que comer uma refeição inteira de uma vez.
Rabi Saadia continua explicando: “Veja você” – escreve ele – “o todo é maior que a soma de suas partes…"
O ponto da história não é que podemos deixar a Química de lado e estudar somente Torá o dia inteiro, e ainda termos TeflonTM e SuperbonderTM. O ponto é que temos mais uma prova, dentre muitas, que a Torá contém o cerne de toda verdade. Mas esta não é a verdade da Torá. A verdade da Torá é de que maneira podemos discernir como estas verdades devem ser usadas para cumprir o plano Divino.
E isso somente pode ser encontrado na Torá.
NOTAS
1.
Tehilim 19
2.
Zôhar 3:221
3.
Nachmânides, Introdução à Torá
4.
Talmud Jerusalém, Rosh Hashaná 3:5
5.
Leis da Santificação da Lua Nova 17:24; Prefácio aos “Oito Capítulos” da Introdução à Ética dos Pais.
6.
Talmud, Tamid 32
7.
Talmud, Eruvin 13b.
8.
Talmud, Chagigah 3b.
9.
Midrash Rabah, Devarim 2:14.
10.
Igrot Kodesh vol. 4, pág. 200 ff.
11.
Veja “Sobre a Essência da Chassidut”, Publicações Kehot, pág. 29.
12.
Veja, por exemplo, Licutê Sichot 15, pág, 232; ibid. pág. 29, pág. 98; Este é também um tema central de muitas hadranim do Rebe sobre o Talmud e Maimônides.
13.
Veja Talmud, Bava Metzia 59b.
14.
Concerning the Conflict of Opinions and Beliefs. A tradução é de Abraham Isaac Kook, Paulist Press, pág. 271.
15.
Suponho que se pode comparar isto à ciência moderna e à matemática. Quando uma teoria científica estabelecida é reprovada, não é um golpe para a ciência, mas um sucesso. Ciência e matemática não são conjuntos de fatos, mas sim abordagens para criar conjuntos de princípios válidos cumulativos. Somente a Torá é abrangente, incluindo esferas da ética e teologia. Nem a ciência nem a matemática podem lhe dizer o que fazer com a sua vida. Além disso, a Torá, como explicamos aqui, chega a conclusões absolutas. Todas as verdades da ciência são relativas, pois confiam em axiomas que não podem ser verificados.
16.
A rejeição deste conceito é o que está na base da heresia Caraíta. Os Caraítas se recusaram a reconhecer a autoridade Divina nas decisões rabínicas – em outras palavras, eles apenas perceberam o Divino no conteúdo da Torá, mas não em seu processo contínuo.
17.
O processo em si é um estudo para a vida toda. Apesar disso, vale a pena mencionar aqui os passos básicos envolvidos em gerar a Halachá:
1) A Halachá é determinada por um corpo judicial universalmente aceito por aqueles judeus que vivem segundo a Halachá. Este corpo é chamado Sanhedrin, e foi dissolvido pouco depois da destruição do Segundo Templo. Desde então, a Halachá universal tem sido determinada por autoridades mundialmente aceitas, conhecidas por sua fluência na Lei da Torá e temor ao Céu. Mesmo então, suas leis geralmente são aceitas somente depois de um período de debate e aperfeiçoamento que pode durar anos, até um século ou mais.
2) Qualquer lei haláchica deve ser extensivamente baseada em precedentes e em formas estabelecidas de análise talmúdica. Decretar por persuasão pessoal, Divina profecia ou experiência mística não conta.
3) Uma lei que não seja aceita pela comunidade em geral dentro de um período de tempo razoável é como nunca tivesse sido feita – independentemente de quantos Sábios de qualquer calibre a tenham decretado. Um costume mundialmente aceito pela comunidade observante da Halachá também atinge o status de Lei.
POR TZVI FREEMAN

Rabino Tzvi Freeman, editor sênior de Chabad.org, também lidera nossa equipe Pergunte ao Rabino. É autor de Trazendo o Céu para a Terra. Para inscrever-se e receber atualizações regulares sobre os artigos de Rabino Freeman, visite os Freeman Files.
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terça-feira, 17 de novembro de 2015

I REIS Cap. 3
5 Em Gibeão apareceu o Senhor a Salomão de noite em sonhos, e disse-lhe: Pede o que queres que eu te dê.
6 Respondeu Salomão: De grande benevolência usaste para com teu servo Dai, meu pai, porquanto ele andou diante de ti em verdade, em justiça, e em retidão de coração para contigo; e guardaste-lhe esta grande benevolência, e lhe deste um filho, que se assentasse no seu trono, como se vê neste dia.
7 Agora, pois, ó Senhor meu Deus, tu fizeste reinar teu servo em lugar de Davi, meu pai. E eu sou apenas um menino pequeno; não sei como sair, nem como entrar.
8 Teu servo está no meio do teu povo que elegeste, povo grande, que nem se pode contar, nem numerar, pela sua multidão.
9 Dá, pois, a teu servo um coração entendido para julgar o teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; porque, quem poderia julgar a este teu tão grande povo?
10 E pareceu bem aos olhos do Senhor o ter Salomão pedido tal coisa.
11 Pelo que Deus lhe disse: Porquanto pediste isso, e não pediste para ti muitos dias, nem riquezas, nem a vida de teus inimigos, mas pediste entendimento para discernires o que é justo,
12 eis que faço segundo as tuas palavras. Eis que te dou um coração tão sábio e entendido, que antes de ti teu igual não houve, e depois de ti teu igual não se levantará.
13 Também te dou o que não pediste, assim riquezas como glória; de modo que não haverá teu igual entre os reis, por todos os teus dias.
14 E ainda, se andares nos meus caminhos, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como andou Davi,

DEUS Todo Poderoso

Deus está no controle de tudo.
Nada e nem ninguém escapa de Sua Vontade Soberana.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Deus e suas obras

Não adianta ficarmos reclamando de situações que nos pareçam adversas, complicadas, difíceis ou simplesmente dolorosas e desastrosas no nosso modo de entender.
Um velho ditado já dizia que não adianta chorar sobre o leite derramado. E isto é verdade. Reclamar, resmungar, ficar deprimido (a), perder a cabeça, chutar o balde não vai resolver a situação. Só irá piorar.
O que realmente faz com que as coisas mudem é, em ordem de prioridade:
1) Acreditar que Deus está no controle de tudo o que acontece em todo o universo e que Ele quer o melhor para seus filhos e filhas;
2) Ter plena convicção de que é filho/filha de Deus por meio da fé em Jesus Cristo;
3) Agir de acordo com a Bíblia no assunto específico que o (a) aflige. Existe o remédio certo para cada enfermidade...
A vitória é uma consequência direta daquilo que cremos, pensamos, sentimos e agimos.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Do fundo do meu coração

Há muitos tipos de orações e formas de rezar.

Por exemplo, existem o que consideramos "orações intelectuais". São orações escritas, têm palavras especificas, que aparecem em uma ordem específica, seguindo modos e ordem conforme a orientação doutrinária de quem as formulou.

Existe também o que é conhecido como "orações do coração". Quando oramos com o nosso coração, estamos dizendo :"Ouça Deus, eu sei que provavelmente não sou merecedor disso, mas não tenho outras soluções. Por favor, Deus, me ajude...ajude meu filho...ajude minha família... Por favor, me ajude, porque estou perdido e não sei como encontrar a Luz."

Na Bíblia, quando a irmã de Moisés, Miriam, teve lepra e Moisés disse com todo seu coração: "El na refá na la" (que significa "Cure-a agora."), estas poucas e simples palavras resumiram toda a oração - e o fim da doença.

O que quero dizer com isso?

Talvez não tenhamos as palavras, e tampouco tenhamos conhecimento sobre todas as orações que existem neste mundo. Mas quando estamos vazios por dentro e pedimos ajuda ao Criador, Ele nos ouve, independente de qualquer coisa.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

FELICIDADE

FELICIDADE

Muitas pessoas estão tão acostumadas a viverem uma vida repleta de problemas e dificuldades que lhes é difícil compreenderem que há esperança, que há a possibilidade real de reverterem o quadro.
Dia após dia em aflições, dívidas, doenças, obstáculos e derrotas constantes em tudo o que empreendem ou almejam fazer.
É para estas pessoas que escrevo neste momento para, de alguma forma, mostrar-lhes que não precisam viver derrotadas, cabisbaixas, entristecidas por não conseguirem ter uma vida plena, satisfatória e feliz.
Por vários anos também vivi como se na vida não houvessem perspectivas boas. Era uma seqüência interminável de amanhecer, ver o dia ir-se embora e terminar o dia no mesmo dia em que comecei: triste, sozinho, angustiado, amargurado e mergulhado em total desânimo, desesperança, aflição e dor por viver uma vida só de derrotas, mazelas e sofrimentos.
Busquei a solução como uma pessoa que está se afogando, me agarrei em tudo o que aparecia à minha frente como um naufrago no mar. Procurei nas religiões tanto cristãs como não cristãs, porém a solução não estava nas religiões. Decepcionado, fui atrás de riquezas, dinheiro e poder acreditando que, assim, poderia solucionar meus problemas mais íntimos e profundos. Mais uma vez, constatei que havia tomado o caminho errado pois quanto mais eu tinha em bens materiais, mais eu queria e nesta busca insana acrescentei mais dor e sofrimento à minha vida. Resolvi, então, lançar-me nos prazeres e deleites sensoriais, entorpecendo minha alma, mente e corpo com bebidas alcoólicas, drogas e sexo indiscriminado. Neste caminho quase perdi a vida e trouxe dores e sofrimentos não somente à mim mesmo como, também, para pessoas que amava e amo profundamente como minha mãe, minha irmã e meus filhos. Neste momento, após ter acrescentado mais misérias para a minha vida que já era por demais sofrível e angustiosa, resolvi largar tudo e me lançar no mundo como um peregrino em busca da felicidade. Saí viajando de cidade em cidade, de estado em estado e, neste percurso, vi e vivi o fundo do poço, o fim da linha para qualquer ser humano. Foram anos e mais anos vagando de um lugar ao outro, buscando algo que nem eu mesmo sabia o que era. Foi quando numa certa noite, em meio à total desgraça física, material, emocional, mental, psicológica e espiritual; já cansado e extenuado de tanto lutar e de não alcançar uma vida feliz, olhei para o céu e falei com toda a sinceridade de minha alma: Jesus! Me tira desta vida miserável! Jesus! Me ajuda!
Não vou lhe afirmar que as coisas maravilhosamente mudaram da noite para o dia. Mas no amanhecer do dia seguinte à esta oração simples porém verdadeira, um grupo de pessoas que estavam falando do Amor de Jesus, chegaram até a mim. Imediatamente percebi que era o próprio Jesus Cristo que estava respondendo à minha oração da noite anterior. Agarrei-me àquela oportunidade e, desde então, venho colhendo dia após dia vitórias em tudo o que me diz respeito seja na vida financeira e material, física e emocional, profissional e espiritual. Em tudo Deus tem me dado o sucesso, a plenitude e a felicidade.
Descobri que tudo o que está na Bíblia é verdade e que para alcançar uma vida feliz e plena é indispensável que nós reconheçamos que somos incapazes de obter aquilo que almejamos sem a ajuda de Deus. Enquanto o ser humano persistir em ser independente dEle, nunca alcançará a felicidade real. Temos que nos dobrar ao Único Deus, O Criador dos Céus e da Terra, Aquele que é Espírito e é Invisível e, portanto, não pode ser representado por obras de escultura ou de pintura. O Deus de Israel, YAHWEH, Ele e somente Ele é Deus. E é somente através de YESHUA HÁMASIACH, JESUS CRISTO, que temos acesso a este Deus Todo-Poderoso. Não existem caminhos que levam para a felicidade. Não existem caminhos que nos levem a uma vida plena de realizações e de satisfação. Não há caminhos que nos assegurem a Vida Eterna.
Só existe um Caminho. E este Caminho se chama YESHUA HAMASIACH! JESUS CRISTO!
Desejo, sinceramente, que você, seja quem for e esteja onde estiver, reconheça sua incapacidade e pequenez, que veja suas misérias e que, humildemente, reconheça que SÓ JESUS CRISTO É O SENHOR e que somente através de um relacionamento pessoal e íntimo com Ele é que sua vida será transformada de uma vida de dor e sofrimento numa vida feliz e plena!

Que O Deus de Abraão, O Deus de Isaque, O Deus de Israel, O meu Deus YAHWEH TSEVAÓTH, O DEUS DOS EXÉRCITOS, te abençoe rica e abundantemente em YESHUA HAMASIACH, JESUS CRISTO!

Leia a Bíblia! Fale para Deus tudo o que você está sentindo e passando. Derrame sua vida diante de Jesus Cristo e você verá o milagre acontecer pois eu tenho vivido os milagres de Deus em minha vida desde aquela noite em que supliquei a Jesus que me ajudasse. Abra seu coração para Deus e você viverá uma nova vida!

Amém!


Fabiano A. Nascimento