sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Dilma diz que governo defende rigoroso respeito aos contratos


Dilma diz que governo defende rigoroso respeito aos contratos


Prazo para sanção ou veto ao projeto dos royalties vence nesta sexta (30). RJ e ES, estados produtores são contra novas regras para dividir recursos.
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (29) que seu governo "defende um rigoroso respeito aos contratos". A afirmação foi feita no Palácio do Planalto durante cerimônia de anúncio da expansão do programa Brasil Carinhoso.
Ao proferir a frase, ela falava sobre a necessidade de o Brasil "crescer para todos". Esta sexta (30) é o último dia para publicação no "Diário Oficial da União" da sanção ou veto ao projeto de distribuição dos royalties do petróleo aprovado pelo Congresso Nacional (entenda a questão dos royalties). Estados produtores, como Rio de Janeiro e Espírito Santo, defendem que não sejam alteradas as regras de distribuição previstas nos contratos anteriores ao projeto.
"É fato que nós defendemos o crescimento e a estabilidade da economia. É fato que defendemos um rigoroso respeito aos contratos. É fato que estímulos aos investimentos produtivos e a ação vigorosa em prol da indústria brasileira é uma das nossas prioridades. Mas nós defendemos todas essas políticas pelo que elas representam de benefício para toda a população na forma de renda maior, emprego melhor, ascensão social e conquista de direitos", afirmou a presidente.
No mês passado, Dilma chegou a dizer que o Brasil não rompe contratos há 20 anos. "Viemos de um ciclo de respeito a contratos que acho que vai fazer 20 anos. Há 20 anos o Brasil não rompe contratos", disse durante a inauguração da Usina Hidrelétrica Estreito, localizada na divisa dos estados do Maranhão e do Tocantins.
Cinco meses antes, em maio, ela defendeu respeito aos contratos já assinados para exploração de petróleo para uma plateia de prefeitos e chegou a ser vaiada. Foi durante a 15ª Marcha dos Prefeitos, em Brasília, ao comentar sobre o projeto de distribuição do royalties, na época em tramitação no Congresso.
"[Sobre] petróleo, vocês não vão gostar do que eu vou dizer. Não acreditem que vocês conseguirão resolver a distribuição de hoje para trás. Lutem pela distribuição de hoje para a frente", disse na ocasião.
Dilma discursou nesta quinta-feira durante a cerimônia de anúncio de ampliação do programa de transferência de renda, Brasil Carinhoso. A partir de agora, famílias extremamente pobres que têm pelo menos um filho entre 7 e 15 anos também poderão receber o benefício do Brasil Carinhoso. Antes, o programa atingia apenas crianças de 0 a 6 anos.
No discurso, a presidente afirmou que o país está "na direção certa". "Devemos perseverar. Crescimento econômico com geração de emprego e políticas sociais eficientes são nossa receita para novos avanços", afirmou.
Dilma defendeu a implantação dos programas de transferência de renda, em especial o primeiro do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o Bolsa Família. Ela lembrou que, na época em que foi lançado, em 2003, o programa foi "bastante criticado". O ex-presidente, disse, teve uma "ousada idéia" para a época.
"Se o Bolsa Família não tivesse existido, 36 milhões de brasileiros ainda estariam na pobreza extrema. E esses 36 milhões, além disso, estariam sem uma renda monetária mínima", afirmou.
Autor: G1
http://expressomt.jusbrasil.com.br/politica/103805555/dilma-diz-que-governo-defende-rigoroso-respeito-aos-contratos

Brasil Carinho vai tirar mais 7,3 milhões de pessoas da extrema pobreza


Brasil Carinho vai tirar mais 7,3 milhões de pessoas da extrema pobreza


Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Brasília Ao anunciar hoje (29) a ampliação do Programa Brasil Carinhoso, que passa a atender famílias com jovens até 15 anos, a presidenta Dilma Rousseff disse que é um passo decisivo rumo a sociedade de classe média que governo e sociedade buscam construir.
Tenho afirmado que o Brasil que nós todos queremos construir é um país de classe média. E, para isso, nós colocamos como uma de nossas prioridades, desde o início do governo, a retirada de 16 milhões de brasileiros da pobreza, disse durante pronunciamento.
Lançado em 2012, o programa de complementação de renda Brasil Carinhoso era voltado a famílias com filhos até 6 anos. Com a ampliação anunciada hoje, passa a atender aos beneficiários do Bolsa Família com pelo menos um filho até 15 anos.
Cada pessoa dessas famílias terá a renda complementada até receber uma renda de R$ 70 que é o limite para se sair da pobreza extrema. Estamos dando um passo decisivo para construir agora um futuro importante para nossas crianças e jovens, disse a presidenta.
Dados do governo apontam que o Brasil Carinhoso retirou 9,1 milhões de pessoas da extrema pobreza até agora, sendo 2,8 milhões de crianças. Com a ampliação, a expectativa é que mais 7,3 milhões de pessoas superem a miséria, sendo 2,9 milhões da faixa etária de 7 a 15 anos. O pagamento aos novos beneficiários do Programa Brasil Carinhoso vai começar a ser feito a partir do dia 10 de dezembro.
Segundo a presidenta Dilma, os programas lançados pelo governo como a ampliação de creches, de educação em tempo integral e de alfabetização na idade certa se articulam também ao Brasil Carinhoso para garantir a saída de crianças e jovens da extrema pobreza.
Edição Beto Coura
http://agencia-brasil.jusbrasil.com.br/politica/103805104/brasil-carinho-vai-tirar-mais-7-3-milhoes-de-pessoas-da-extrema-pobreza